quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Este verão quente que agora termina...


Apenas um dia para começar o Outono. Este verão que termina foi bem quente. As temperaturas, os fogos e eventos internacionais que parecem tão absurdos que pensamos que são ficção.
Foram dias muito quentes e algumas noites a sentir o suor a escorrer no corpo. Acordar com a almofada molhada, o cabelo e o pescoço transpirados. Só apetecia beber, beber... arrefecer o corpo.
Este foi um desenho que fiz da pequena numas dessas noites quentes. Já não aguentava ver os desenhos animados do canal "Cartoon Network". Ela adormecia e eu fazia um desenho rápido. Calculo que o Outono vá começar ainda quente. Ainda teremos saudades da chuva?

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

QUERIDO BARREIRO - oficina de desenho em cadernos


No próximo dia 10 de Setembro, no local em que Seixal quase toca na margem do Barreiro, estaremos lá para desenhar barcos, o rio Tejo e o Barreiro.
Uma organização da associação L1B. Agradeço desde já o convite que me fizeram para mostrar os meus cadernos. Um beijinho à Manuela.

ADIADO - Data a acertar

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Calor nos Transportes


Um denominador comum nos Transportes Públicos nos verão é o calor. Muitas pessoas, espaço exíguo e ar condicionado a trabalhar, mas sem refrescar. No metro não me queixo porque sentimos os vento a passar nas carruagens, mas quando chega ao barco... Enquanto está encostado não passa uma brisa e aí custa suportar. Melhora um pouco em andamento.
Na travessia para o Barreiro, costumam abrir as portas que dão para a proa e assim corre uma brisa. Como é proibido ir lá para fora, estendem uns cabos de amarração na porta para evitar a passagem. Fica muito mais agradável sentir a brisa marítima a vir de frente. E claro quando apanhamos a ondulação dos outros barcos, sentimos tudo no estômago. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Número 32


Dia quente, hora de almoço. Aproveito a sombra de uma árvore e encostado a um muro registo o 2º andar de um edifício devoluto, o número 32 da Rua Cardal de São José em Lisboa. Janelas abertas, pombos que entram e aproveitam os beirais para descansar. A rua é tão estreita que à passagem de alguma viatura sou obrigado a ir até à esquina e esperar que ela passe. E enquanto desenhava passaram três. O colorido foi feito em casa, de memória.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

A pausa do guerreiro


Na hora de almoço percorro algumas ruas perto do trabalho, aproveito o silêncio e as sombras das ruas estreitas e inclinadas deste bairro.
Já havia visto as obras a decorrer na rua do Carrião e as manobras do tractor para subir a rua e conseguir descarregar num camião que corta a rua do Passadiço. As manobras são incríveis e aliando a inclinação da rua, há que não derrubar pilaretes ou janelas. 
Neste dia, não estava ninguém e aproveitei para desenhar sem parecer fiscal das obras aos homens da obra. Desenhei este veículo que se farta de trabalhar e que na altura descansava. Uma cadeira velha permanecia ao lado estranhamente, mas fazia companhia ao guerreiro.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

To Florian Afflerbach


Há muito que não desenhava carros e nesta ocasião de homenagem ao Florian Afflerbach, aceitei o desafio 
de enviar um desenho para Manchester. 
Na rua do Carrião, um 2CV esperava por mim. Como não havia onde sentar, fiz todo o desenho bem perto 
do carro de cócoras. Valeu a pena. Gosto do resultado e vou fazer mais.

domingo, 10 de julho de 2016

Euro2016 - Sofrimento até ao fim


Estive a passar férias em Porto Côvo, no parque de campismo da vila e aproveitei para ver alguns jogos do Euro de França na televisão do café do parque. Podia ver sozinho no apartamento, mas a emoção é maior no colectivo. No jogo País de Gales x Bélgica, apenas 5 pessoas a assistir, mas no jogo seguinte (Alemanha x Itália) o café estava repleto.


Como o jogo estava a ser muito táctico, peguei no caderno e comecei com alguns desenhos. Numa das mesas estavam duas jovens alemãs a vibrarem com as jogadas e o resto via o jogo com neutralidade, se calhar a apoiar mais a Itália para a Alemanha não passar.


A Alemanha esteve em vantagem e quase no fim um penalti por uma mão do jogador alemão Boateng. Termina empatado com o penalti marcado pelos italianos. A tensão começava a subir na sala no prolongamento.


Um grupo mais velho desiste de ver o jogo e com a chegada de outro companheiro instalam a mesa atrás de mim para o dominó. O prolongamento termine sem mexida no resultado e segue para os penaltis. As duas alemãs davam gritos por cada golo dos alemães e quase choravam com os falhanços e golos dos italianos. A certa altura todo o café via a marcação de cada penalti e depois olhávamos para as reacção das alemãs. Já torcíamos pela Alemanha em apoio ao sofrimento das duas raparigas. Terminou bem para elas.


Pela hora que escrevo este post ainda não sei o resultado da Final, mas espero que a equipa lusa traga a taça. A manhã começou bem com a vitória da Sara Moreira na meia-maratona dos Europeus de Atletismo em Amesterdão. Não tem o impacto do futebol, mas para mim dignifica muito o desporto nacional e motiva muitos a irem para a rua correr. 

terça-feira, 14 de junho de 2016

1º Encontro Urban Sketchers Beja

 Fui neste domingo ao 1º Encontro dos Urban Sketchers Beja. Último dia do Festival BD de Beja, terminou em grande com um excelente encontro de desenhadores de diversas zonas do Alentejo que também quiseram participar com o grupo de Beja. O Encontro começou na Praça da República.


Prosseguimos para a Rua das lojas com explicações sobre a grande importância da cidade na época romana. Janelas e portas manuelinas que permanecem na cidade e que nos escapam ao olhar.
Numa pausa aproveitei para fazer um desenho rápido da Rua do Sembrano onde uma senhora se manteve em conversa ao telemóvel e falava sobre o baile de véspera. A conversa continuou durante o tempo do desenho, sempre com a referência de que estava a ficar sem bateria. 
A pausa da manhã na loja Estórias Tantas onde muitos aproveitaram para aquecer e fazer uns desenhos no interior. Boa conversa.


O Festival de BD dividia-se em diversas exposições pelo centro histórico. A exposição dos cadernos do Eduardo Salavisa estava muito boa com os cadernos em gavetas antigas. Para nossa surpresa, um caderno A4 com um desenho de Veneza, num formato que não estamos nada habituado a ver no Eduardo. 

Na loja ao lado uma exposição muito diferente com figuras trabalhadas em papel. Trabalhos de João Charrua. Fabulosas criações.


Depois do almoço continuámos o passeio e chegámos ao miradouro do Terreirinho das Peças onde se avistava o topo da Torre de Menagem e no outro lado a planície até Moura e Serpa. Nesta altura já fazia bastante calor e queríamos refrescar.




Prosseguimos até à colina do Convento e do Teatro Pax Julia. Descemos até ao café Luiz da Rocha onde fizémos a pausa e troca de impressões dos desenhos.


Foi um excelente encontro e para o próximo ano a ver se consigo ir ao primeiro fim de semana do Festival, que dizem ser o melhor com os autores de BD, concertos e autógrafos. Soube muito bem voltar ao Alentejo para desenhar.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Mais uns minutos no Metro


Aproveitei uma página onde tinha desenhado o mais pequeno, que não está sossegado, seja em cafés ou restaurantes. Normal, começam a andar e querem "correr mundo".
Nessa página fiz um desenho em poucos minutos no cais do Metro do Marquês de Pombal. Desta vez o placard não mostrava os minutos até ao próximo comboio, mas calculo que tenham passado uns 2 ou 3 minutos. 
Estava cheio de calor de vir a andar na Feira do Livro e reparo numa mulher de camisa  de flanela "grunge", de botas e um grande anel em cima do telemóvel. Deu para terminar a arcada em frente enquanto as carruagens chiavam à nossa frente.

Ainda tenho de treinar mais os desenhos do pequeno que não pára quieto. Um desafio!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Feira do Livro 2016 - Edições Tinta da China


Feira do Livro à hora de almoço. Experimentei um Hamburguer "TrinkaTuga" numa das caravanas que compõem a oferta gourmet no parque Eduardo VII em Lisboa. Acompanhado com uma imperial, o dia estava excelente para o passeio.
Com tempo que tinha visitei apenas o sector "laranja" da Feira, onde estive numa das editoras de que gosto, a Tinta da China. Percebi que estavam em arrumações nos bastidores e logo ali pedi autorização para desenhar a "desarrumação" normal, com caixotes, colunas de livros e até o aspirador. O cenário é muito diferente de quem vê de "fora", mas foi isso que me atraíu. Ainda deu para aguarelar o desenho e mostrei à equipa da Editora.
Agradecimentos à Rute, à Joana e à Madalena, da parte da Tinta da China.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

3 minutos para desenhar


Frustrado por não ter apanhado o metro por segundos, olhei para o quadro e vi que tinha 3 minutos e meio de espera pelo próximo. Sentei-me, consultei os e-mails no telemóvel e reparei que estava já um tipo de fato e gravata sozinho em cima da faixa de segurança amarela. De pasta na mão, olhava para a esquerda e para a direita. As pessoas vinham chegando ao cais e ele olhava. E admirava.
Isto dos dias mais quentes, põe os homens a serem menos discretos e serem apanhados a olharem para as mulheres. Puxei do caderno e percebi que tinha 3 minutos para colocar o tipo e o cenário em volta, em dupla página. Os minutos passaram a correr e logo tinha a carruagem do metro à minha frente. Aguarelei em casa.
Gostei da postura do tipo, levemente inclinada para a frente e com uns sapatos bem compridos. Vou testando a minha rapidez no desenho com os "cronómetros" do Metropolitano de Lisboa.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Encontro de Desenho no Marvão


Um belíssimo encontro de desenho com os Urban Sketchers, Évora Sketchers e alguns alunos do politécnico de Portalegre. O organizador, Eduardo Salvador, deixou-nos à vontade e benvindos à vila do Marvão. Uma vila linda e que nos faz desenhar e desenhar.

Soube muito bem andar pelas ruas, ver um sketcher a registar os detalhes no caderno, as conversas, a boa companhia e ainda tivémos sorte com o bom tempo.

Começámos no castelo, com algum vento e muita bicharada que caíam nas aguarelas. Ao almoço, ver os cadernos dos outros, comentar e desenhar os companheiros de mesa.


À tarde mais uns desenhos, algum calor e no café enquanto refrescava com um capilé, desenhei o grupo de Portalegre. No Centro Cultural, juntámos todos os cadernos e a foto de grupo. Um fim de semana que apetece repetir mais vezes. Agradecimentos às pessoas do Marvão e em especial ao Eduardo Salvador, que no dia seguinte nos levou a conhecer o seu projecto na antiga estação ferroviária Marvão-Beirã.


O grupo (foto do Eduardo):